
Mumbai, Índia / Turim, Itália – A Tata Motors anunciou nesta quinta-feira (1º) a aquisição da fabricante italiana de veículos comerciais Iveco Group por € 3,8 bilhões (US$ 4,4 bilhões), em um acordo considerado o mais ambicioso da montadora indiana desde a compra da Jaguar Land Rover em 2008.
Com a transação, estruturada como uma oferta pública voluntária de € 14,1 por ação – representando um prêmio de 41% sobre o valor médio das ações da Iveco –, a Tata consolida sua posição no mercado europeu de caminhões e ônibus e se torna uma das fabricantes de veículos comerciais com maior alcance geográfico do mundo.
O acordo, no entanto, exclui a divisão de defesa da Iveco, que será vendida separadamente à gigante aeroespacial italiana Leonardo por € 1,7 bilhão, atendendo às exigências do governo italiano para manter sob controle doméstico tecnologias consideradas sensíveis à segurança nacional.
Expansão estratégica além da Índia

Líder de mercado em veículos comerciais na Índia, a Tata Motors detém atualmente 39,1% de participação geral e mais de 53% no segmento de veículos pesados. No entanto, cerca de 90% da receita da empresa nesse setor ainda está concentrada no mercado interno.
“A compra da Iveco representa uma mudança significativa para a Tata Motors, permitindo reduzir a dependência do mercado indiano e avançar rumo a uma presença verdadeiramente global”, destacou um porta-voz da empresa.
Sinergia de mercados e receitas

A Iveco, que registrou uma receita de € 15,3 bilhões em 2024, gera aproximadamente 75% desse valor na Europa, com presença também na América Latina e América do Norte. Com a fusão, o novo grupo gerará cerca de € 22 bilhões em receitas anuais e venderá mais de 540 mil veículos por ano, distribuídos geograficamente em 50% na Europa, 35% na Índia e 15% nas Américas.
A nova entidade colocará a Tata Motors em concorrência direta com gigantes como Volvo, Daimler e Scania, marcando um novo capítulo na corrida global por veículos comerciais sustentáveis e tecnologicamente avançados.
Apoio estratégico e financiamento robusto
A família Agnelli, que detém mais de 43% dos direitos de voto da Iveco por meio da holding Exor, já expressou apoio ao negócio. O financiamento da operação virá de um consórcio liderado pelo Morgan Stanley e pelo MUFG Bank do Japão, garantindo à Tata capacidade financeira para realizar a compra sem necessidade de diluição acionária.
Com a conclusão do negócio, prevista para os próximos meses, a Tata Motors se reposiciona como uma das potências mundiais no setor de veículos comerciais, pronta para enfrentar os desafios e oportunidades de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado.
Fonte e imagens: Iveco. Este conteúdo foi criado com a ajuda da IA e revisado pela equipe editorial.
